19 de novembro de 2009

"Chego em casa com você nos meus braços e vou vesti-lo enquanto você dorme. O ritmo das minhas mãos pelo seu corpo canta um amor doído de tanto. Busco seus braços, pernas, pescoço e cabeça com um cuidado silencioso que vela o seu sono, enquanto o meu pensamento voa além da sua pele para chegar ao futuro – não sem antes passear pelo que ficou para trás. O que me dói agora não importa: sou mãe. E é um amor impensado e impensante que conduz meus braços a tomá-lo de novo em direção à cama. Na casa quieta, gritam os meus medos e buracos. Dói o fantasma da minha própria ausência. Embora às vezes eu sinta que já falto, sim, quando voo para longe com o que não dou conta. Quisera eu ser uma mãe plena de mim, sem o peso de tantos desejos, sem a sombra medrosa de nunca mais ter um gosto real de família. Visto você de sonhos e força. E o protejo com o cobertor que me falta. Choro a falta de um colo, mas só depois de colocar você na cama. Antes de pensar ou sentir, sou sua mãe. Posso até não viver em mim, mas você vive. Antes de ser eu, sou mãe." (cris guerra)

Você é a razão de tudo,filha.
Vê-la adormecer em meus braços é de longe o melhor presente que eu poderia ganhar.

30 de outubro de 2009

prometo

Meu anjo, hoje foi um dos dias mais difíceis para mim, e talvez para você também. Vê-la implorando para que não houvesse briga, e depois receber o telefonema da escola dizendo que você estava com febre foi de partir em um milhão de pedaços o meu coração. Eu não quero que vc sofra, meu docinho. Eu vou te poupar de tudo isto, prometo.

24 de outubro de 2009

Minha Sininho vai fazer 2 anos



Como o tempo voa!

19 de outubro de 2009

minha borboleta

Você é de longe a parte mais bonita de mim. Eu tenho muito orgulho de ser sua mãe e já te falei isto diversas vezes, eu sei, mas não me canso de repetir. Ontem tivemos um dia tão gostoso que eu poderia classificá-lo como um dos melhores de minha vida. Passamos a tarde envolvidas uma com a outra, curtindo uma a outra e isso é o melhor da minha vida, é o que me devolve as energias para recomeçar a semana. Fomos na chácara do vovô Ni. Estavam todos lá e vc fez questão de ficar perto de mim. Demos muita risada juntas, e fizemos dos mais chatos afazeres, uma brincadeira gostosa. Vc me ajudou a varrer a sala, e a lavar o pano que passei no chão... E claro que pra isso vc entrou no tanque e se divertiu muito. Quero muito poder curtir estes momentos em que te tenho tão próxima, meu amor. Porque sei que um dia você vai ter que voar, minha borboleta.

17 de outubro de 2009

do desencontro ao encontro

Ainda me lembro direitinho da sua primeira ida a pediatra. A primeira de muitos que visitamos até acertar com a Dra Meg. Você era ainda um toquinho, filha e eu e seu pai fomos levá-la para ser examinhada. A médica era muito esquisita e a primeira coisa que fez foi tirar seu body e me acusar que eu estava agasalhando você demais. Passada a primeira crítica, veio a segunda... Tire seu peito pra fora, ela disse. E então começou a apertar meu seio com tanta força que eu saí de lá com ele vermelho e dolorido. Segundo ela era assim que eu tinha que fazer para que o leite viesse e a consulta acabou. Ela estava com muita pressa e sem paciência nenhuma com uma mãe de primeira viagem, cheia de dúvidas e inseguranças. Sinceramente, me decepcionei e saí de lá com uma única certeza, a de que eu jamais voltaria.
Dei início a minha busca incessante por pediatra. Me recomendaram o dr. Adel. Primeira consulta, consultório lotado, muitas crianças, mães, bebes e você ali, inquieta. Depois de 1 hora e meia fomos atendidas. A consulta não durou 10 minutos (e olha que era a primeira). O dr se recusou a me dar seu celular e me despachou rapidamente da sala dele. Mais um que eu não voltaria.
Fomos pra Pinda, na casa de sua avó e lá eu conheci o dr. Alberico, que era um encanto e logo me disse que o correto era por vc para mamar 15 minutos em cada seio e se a fome persistisse, que eu lhe oferecesse a mamadeira, e foi assim os nossos dias. Sem tanta dor, vc não chorava mais de fome. Foi ele também quem me ajudou muito no período de suas cólicas e me atendia a qualquer hora do dia ou da noite. Pobre homem, foi tão perturbado por mim. Mas estava chegando ao fim nossa estada em Pinda e eu precisava voltar pra casa e lhe arrumar um pediatra aqui. Já pensou se cada vez que eu tivesse um problema, tivesse que percorrer 100km. Não seria nada prático. Até que um dia, me falaram da Dr. Margareth e eu fui conferir. Filha, não foi fácil esperar tanto tempo. Muitas crianças berrando, você irritada e nós esperando há mais de uma hora. Depois de duas horas, ela nos atendeu. Uma pessoa simples, delicada e amorosa ao extremo. Sua compreensão me conquistou. Ali eu fiquei por mais de uma hora, e pelo que via, ela ficaria mais duas se fosse preciso. Ela me tranquilizou, tirou todas minhas dúvidas, foi amiga, mãe, conselheira e médica sua também, rsss.
Neste dia, senti uma felicidade enorme, me senti realmente premiada. Saí de lá exausta de esperar mas com a certeza que todos os meses eu repetiria esta espera.

1 de outubro de 2009

Filha, vc nos surpreende a cada dia. Com seus 22 meses e meio, quase 23, vc já fala de tudo, entende tudo e até argumenta. Meu Deus, tem hora que dá um trabalhão te explicar o porque de não poder levar o carrinho pra escola; ou então o motivo de não poder comer só chocolate quando se está com fome.

21 de setembro de 2009

ser mãe

UMA SOLIDÃO SOLTEIRA
por Fabrício Carpinejar (www.fabriciocarpinejar.blogger.com.br)

O que é ser mãe? É nunca precisar responder a essa pergunta. Diferente de pai, que sempre se explica e gosta de se explicar. Mãe parece que nasce sabendo, não importa a idade, não importa a disposição. Julga-se como um dom natural e um desejo de vida, desde o momento em que brincava de boneca na infância e formava uma família
imaginária no quarto. Que menina, quando pequena, já não sonhava em
trocar a roupa do filho ao vestir e desvestir sua Barbie? Ser mãe não é encarado como profissão nem deve, mas é tão estafante quanto um início de carreira. O papel é visto como prazer e dádiva. Para alguns homens, é reconhecido como o cumprimento de um ideal. Um sonho. Mas não significa que será fácil. E
não é. Responde a um dos períodos de maior aprendizado, nervosismo e tensão. Durante a
gravidez, a mulher se multiplica. Espiritualmente é duas. Ganha atenção dobrada. Seus pedidos mais estranhos são atendidos. Cavalheirismo e educação exagerados batem à sua porta. Não me refiro aos assentos vermelhos do ônibus e do metrô e dos guichês do banco, reservados a gestantes. Muito além disso: abrem-se os
caminhos do entendimento e da cordialidade. Ela encontra uma paz de bosque, uma
quietude social. Não é contestada, criticada, desafiada. Nada que prejudique o andamento da gestação. Sua fragilidade a ilumina de carícias.

DEPOIS DO NASCIMENTO, desconfia de que sua barriga serviu para um aluguel de luxo, que os familiares se importavam com a criança a vir, não com a criança adulta que se transforma em mãe. Paparicam o bebê e ela acaba de canto, alheia, sequiosa por um aconchego que não chega. Na hipótese de atravessar uma cesariana, dolorida e custosa, não
receberá sequer algum questionamento sobre sua saúde.
Andará sozinha, bem lenta, atrás do cortejo. A depressão pós-parto não é uma miragem, sinaliza desvalia.

De uma hora para outra, a mulher não é mais responsável pela sua existência, é responsável por duas vidas. Não poderá se dar ao luxo de pensar somente em si. Pensará em si por último, caso sobre tempo. Aliás, vejo que não é casando que a mulher deixa de ser solteira, ela muda efetivamente de estado civil ao
gerar um filho. A dependência é substituída pela independência, no sentido de orientar e
educar a criança.

POR MAIS QUE ESTEJA ACOMPANHADA de um marido companheiro e atento, é como se mandasse no campinho. É ela que deverá responder - ou acredita que deve responder - no surgimento de dúvidas e impasses. O homem ainda goza da regalia de coadjuvante, com atenuante de que não precisa conhecer tudo. Pai está aprendendo a ser pai, mãe está ensinando
a ser mãe. A crença é que a mulher tem uma enciclopédia
embutida no ventre.

Licença-maternidade não é uma licença poética. Não é apenas estacionar o filho na vaga preferencial do seio. Mal se recuperou do parto e enfrenta a multiplicidade de atividades. Não dorme pelo medo de dormir e deixar escapar um apelo do bebê e ser incriminada por omissão. A insônia é o de menos. Até
encontrar a posição certa de segurar o nenê para não ter cólicas, até encontrar a melodia
adequada que tranqüiliza o choro, até encontrar a postura confortável para não sofrer com dor nas costas, é uma arte.

ENTRE CUEIROS E TIP-TOPS, entre fraldas e lençóis, dificilmente será reconhecida em família pelos seus pequenos e imprescindíveis feitos. De que modo contar a terceiros e ao próprio marido o que fez? Que deu leite, arrumou as roupas, limpou o cocô, deu papinha e que essas operações tomaram o seu dia? As energias gastas em 24 horas
serão reduzidas a um relato de três minutos. Dirão que é exagero.
Começa a cobrança e a sensação de que não é compreendida.

O marido aparecerá em casa, leve e lépido, mais disposto (é claro), e brincará descansado com o filho, imitará sons de bichos, desfrutará da organização e de uma companhia para dividir as tarefas. Ele curte o que desejava para você. O pai é o parque, a mãe é dia útil. Resta assistir à alegria como se
fosse sua.

IMAGINE UMA PROFISSIONAL HIPERATIVA mergulhar de repente nesse mundo em que nada aparenta acontecer e tudo acontece sem jeito de demonstrar? Ter a rotina reduzida a dez quarteirões do bairro, na faixa que compreende a quitanda, a farmácia, a praça e o mercado, como um exílio em sua cidade? Uma mãe recente é uma ótima crítica da
televisão à tarde. Pela primeira vez, é capaz de opinar com
fundamento sobre a qualidade dos programas.

De um comercial a outro, o filho cresce mais rápido do que supunha. O que adiava para fazer continuará adiando. Se nos preparativos, demorava séculos para definir a cor do enxoval, as decisões agora são rápidas e fulminantes. São para ontem. O filho largou o peito, deve então acertar a temperatura do leite, preparar a comida, optar pelas
peças da gaveta. Será que ponho casaco ou não? Está quente
ou frio? O ponto mais visitado é a bunda rosada da criança, para verificar assaduras. As mãos cheiram a hipoglós e não é de estranhar que a pasta branca fique nos vãos dos dedos no momento de dormir. E, quando toca o telefone, a mãe se envergonha de dizer que está segurando o filhote no colo e faz o impossível para que a voz na
linha não note o incômodo. Um malabarismo para acalmar os gritos do
pequeno, entender a conversa e ser educada. Mãe carrega muita culpa desnecessária. A maternidade é uma solidão desproporcional, uma solidão solteira em cama de casal.

A libido fica em baixa, não se tem a mesma vontade louca de transar. Nem é vontade, é disposição, condicionamento físico. Após desbotar o tapete do corredor no vaivém, não há como se arrumar. Arrepende-se dos espelhos no quarto adquiridos para projetar posições eróticas. O homem se aproxima dengoso e
amoroso e a dor de cabeça é a saída menos explicativa. Existe um cansaço inclusive para DR
(Discutir o Relacionamento).

A mulher se vê acima do peso, com os seios estranhamente grandes (talvez o homem goste da protuberância, esquece que o aumento é inchaço, dói e não é para ele) e a cintura se equilibrando com a transformação. Pela primeira vez, um maiô não é uma idéia insuportável. O corpo está longe da rigidez
e para recuperar as formas antigas só com muita ginástica, musculação e sorte.

ELA ESTÁ DISTANCIADA DO NÉCESSAIRE, substituída pela sacola forrada de plástico, com pomadas, panos, bicos e o restante infinito do arsenal infantil. O máximo a fazer é paquerar a sinaleira. O único jeito de avançar no sinal vermelho é ali, com o carrinho de bebê na faixa de segurança.

Se não está aprontando e ordenando as coisas, está limpando a bagunça. Se não está encaminhando a criança ao sono, está dormindo junto. O banho de banheira da criança que encharcará o piso será o raro momento em que se ausentará, ouvirá novamente sua respiração e buscará
informações atualizadas da rua.

Falei do trabalho, porém é o isolamento que mata. O pai age, na maioria das vezes, como um porteiro das visitas, cumpre a convenção social de mostrar o bebê para em seguida continuar suas conversas. Um elogio pra lá, um elogio pra cá, a criança abandona a cena e a mãe corre atrás, para atender as chamadas noturnas. Não
há como acompanhar os papos entusiasmados e eufóricos. Escuta-se as risadas
do quarto, com receio de que a criança seja acordada e tenha que recomeçar o acalento. Torce para que as visitas saiam cedo.

OS AMIGOS E AMIGAS DA MULHER, de contato freqüente, de repente desaparecem. No início, podem rodear o bebê, propor bilu-bilu e esganiçar dublagens. Exaltam o nascimento. No instante do socorro e exaustão, nenhuma alma por perto. Acontece uma segregação silenciosa e terrível. Alguns se afastam para não incomodar, outros para não
serem incomodados.

Durante essa fase, os relacionamentos escasseiam também devido à exclusividade materna. Quem não tem filho pode achar esquisito, mas pais discorrem na mesa sobre quantas vezes a cria foi aos pés e a cor das idas e vindas! Ela encontrará dificuldade de conversar de outros assuntos que não os relativos ao seu filho. Afinal, seu universo gira em torno dele.
Vai se aproximar de outras mães para
dividir suas dores e delícias. Um dos motivos para que as reuniões das creches sejam longas. É um momento de desafogo e de cumplicidade.

A MÃE QUER SE SENTIR OUVIDA, falar do que incomoda na hora em que sente. Não depois quando já se confortou. Ou antes quando não entende. Tal jornal – mãe é para ser lida no dia. A pior coisa para ela é estocar sentimentos e apreensões, como quem guarda inutilmente papel velho. Mãe deve dizer o que a confunde de pronto e ser
respeitada em silêncio até o fim, para que a preocupação não seja
convertida em recalque.

Quando não está ao lado da criança, mãe padece com severa intensidade. Uma saída para se distrair – ou ao retornar ao trabalho –, e está ligando apavorada para a babá, solicitando relatos minuciosos dos últimos movimentos do rebento. Pavor de que não há quem cuide melhor do que ela. Ou pavor de que alguém cuide melhor
do que ela.

O QUE É SER MÃE? É nunca precisar fazer essa pergunta. O que se experimenta em segredo, o esforço hercúleo, o afeto pontual serão recompensados com a telepatia. A mãe notará que é possível esconder seus sentimentos de qualquer um, menos de sua criança, que alisará seus cabelos no desalento com o pente das unhas e
nadará com alegria em seu corpo em cada abraço. E basta observar que a criança
imita seu trejeito, basta reparar que a criança segura os objetos com a sua firmeza, basta reconhecer na voz dela o galho florido de seu timbre, basta cheirar o cangote e descobrir quantas fragrâncias não foram criadas, basta vê-la caminhar longe do apoio, balançando como um pingüim, basta ouvi-la dizer “mãe” com a pausa de uma reza, basta ser
surpreendida com as repetições de suas idéias, basta
que ela invente novas possibilidades para linguagem, basta que ela ponha a digital em um cartão, que ela retribua o “eu te amo”, e as adversidades serão esquecidas. As adversidades já serão amor.

Publicado na Revista Cláudia Bebê, Edição 553, Outubro/Novembro/Dezembro de 2007, p. 58-64

8 de setembro de 2009

papai bélho

Meu docinho, você está muito grudada com seu pai. Agora é só "papai velho" pra cá e "papai velho" pra lá... Mamãe tem que se controlar pra não ficar com ciúme, mas que é lindo de ver esse chamego todo, é!
Este feriado vovô Paulo e vovó Atena vieram ficar com a gente, e foi uma farra só.
Seu avô te contou muitas histórias, sua vó te levou ao parquinho do shopping, seu avô desenhou com vc, seu papai levou vc na casa da outra vovó e sua mamãe ficou só olhando... rssss... Era muita gente disputando sua atenção, e vc, claro.... adorando!
E a sua última do dia foi "quero puta, mamãe".... se referindo a uma salada de fruta que mamãe fez.


Hoje pela manhã, vc chegou a escola e logo se jogou nos braços da Fá... Cheia de novidades pra contar pros amigos, vc foi toda prosa pra escola...
 
Duro é não poder ficar todos os minutos do dia ao teu lado, meu amor; nossa rotina já voltou ao normal.

21 de agosto de 2009

Nas horas tristes, filho, não diga nada. Coloque um silêncio bem alto no aparelho de som. E comece a escrever bem baixinho.(Chorar até que pode, desde que não lhe embace a vista). Só não pare: tristeza é pra escrever. Tome posse dessa dor que é toda sua. Até que passe e venha outra mais bonita. (Cris Guerra)

Filha, vc é o que há de melhor em minha vida. Tenho tanto orgulho de vc, e um amor enorme que nem eu mesma sabia que seria capaz de sentir.

18 de agosto de 2009

croc

Filha, vc está uma farra e a cada dia nos surpreende com alguma atitude que nos deixa boquiabertos.
Ontem, sua vovó Anamaria e seu vovô Paulo, trouxeram presentes pra você e sinceramente, eu nunca vi você gostar tanto de alguma coisa.
A vovó te deu um par de crocs pink, e assim que vc os viu, colocou nos pés e não tirou mais (até a hora de entrar no carro, lógico, que já é de praxe vc tirar os dois sapatos e meias).
No dia seguinte, vc fez birra pra acordar, e foi só eu te falar que precisava levantar pra colocar o presente, e seu humor mudou na hora. Chegou na escola toda orgulhosa com seus sapatos novos e, o mais engraçado, foi que a noite, quando chegamos em casa, vc não queria tirá-los nem pra tomar banho.
Pois é filha, vivendo e aprendendo com vc! E ainda dizem que criança não tem opinião.

15 de agosto de 2009

Você vai aprender, filho. Que a intensidade pode roubar você de si mesmo. Que é preciso leveza para se pertencer. Você vai aprender a se distrair no meio do caminho – para ter o privilégio de errar. Vai aprender que as descobertas estão nos atalhos. E que é preciso alcançar o escuro denso para estar diante de todas as possibilidades. Você vai aprender a se deitar noite escura e amanhecer ensolarado. E vai entender que na perda mora o verdadeiro começo. Talvez você leve meia vida para isso. Talvez mais, como eu. Mas até lá, olha que sorte: eu vou estar segurando a sua mão.


(Cris Guerra)
 
Ela, a Cris, é demais...

11 de agosto de 2009

amor sem descanso

Você não quer mais dormir a noite toda, filha, e vem deixando a mim e seu pai de cabelos em pé. Dormir e acordar já faz parte da minha rotina e confesso que estou me acostumando bem com ela. Sinto falta de uma noite toda de sono bem dormido mas também sinto alegria ao ouvir uma vozinha me chamando no meio da madrugada... E quando levanto e vou até seu quarto, vejo uma linda menininha a me esticar os bracinhos e pedir pra "vê cocó"... E depois que eu lhe tiro do berço ainda ganho um carinho, um abraço apertado e um beijo... É filha, existem coisas melhores que dormir, são poucas, mas existem... Você é uma delas.

30 de julho de 2009

como se fosse hoje

Filha, estava eu fazendo um backup no meu notebook, quando me deparei com algumas fotos e revivi alguns momentos, como se tivessem acabado de acontecer. Foi uma delícia, sentir novamente o frio na barriga ao saber que estava grávida, depois ao saber que vc seria sim a tão sonhada Pietra, os momentos que antecederam o parto...
Acho que mil anos podem se passar e eu sempre terei esta lembrança tão fresca em minha memória, como se tudo tivesse acontecido há cinco minutos. Sorte a minha!

Filha, estamos vivendo uma época de felicidade e realizações. Eu, você e seu pai, formamos uma família muito feliz, sempre unidos, dando amor e carinho um ao outro...  Tivemos que passar por alguns percalços para chegarmos nesta calmaria, porém conseguimos sobreviver a eles e nos tornamos melhores.
Isto é a maior felicidade que alguém pode almejar e nós estamos vivendo-a. Que maravilha! Um dia vc vai crescer e construir uma nova família também, porém, agora, vc é a nossa pequena, e nós queremos aproveitar muito as delícias dessa fase.
Ontem a noite, resolvemos que você deveria começar a dormir na cama, pois até hoje vinhamos colocando vc no carrinho... Filha, foi mais difícil do que eu imaginei.
Nós, pobres pais de primeira viagem, despreparados, colocamos vc no meio da gente e falamos que era hora de dormir. Meu Deus, foi mesma coisa de ter dito que era pra fazer bastante folia... Vc pulava na cama e falava "paque" (como se a nossa cama foisse uma cama elástica), depois deu várias cabeçadas no seu pai, enfiou o dedo no olho dele... Um horror... Resolvemos ignorar vc... Aí é que a coisa descambou... Vc desceu da cama, mexeu na minha mesa de cabeceira (eu fazia muito esforço pra conseguir ignorar vc colocando minhas coisas a baixo e seu pai segurava o riso), ligava o abajur do seu pai, depois o meu, ia de um lado pro outro, virou o carrinho de ponta cabeça, voltava pra cama, chamava por nós, e como se estivesse muito ciente do que estava acontecendo, fazia mais e mais bagunça pra ver até quando iríamos aguentar continuar te ignorando... Sucumbimos, filha... Nesta primeira tentativa você venceu... Mas não pense que desestimos não...Perdemos apenas uma batalha, mas a guerra continua, rssss.
O fim disso foi vc voltar pro carrinho e assistir cocó na sala. Nós, ainda mais exaustos, esperamos vc pegar no sono e fizemos o mesmo.
É Pietra, vc literalmente não para um segundo.

28 de julho de 2009

Sabe, filha, meu amor por vc é muito, muito grande. De tão grande ele chega a doer. É muito bom olhar para o seu rostinho, ver seu sorriso e saber que vc é o meu anjinho. Porém, eu sei que um dia vc irá crescer, e eu quero viver cada fase de sua linda existência como sendo a melhor; sei que tudo deixará saudade, mas o desejo de viver o presente será maior. Penso que toda mãe deve ter a consciência de que se cria o filho para o mundo. Doído deve ser, porém necessário.

Nada lhe posso dar que já não existam em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo. Hermann Hesse

minha fadinha aos 9 dias de vida.
com 1 mês e 11 dias.
2 meses e 21 dias
3 meses e 2 dias... meu Deus, olha as perninhas grossas.
pingente que papai deu para mamãe
aos 3 meses com mamae choppão
festinha de 4 meses
linda de viver
com o papai
em campos aos cinco meses
festinha de 6 meses
7 meses de pura alegria
7 meses, primeiro dia no andador
ainda aos 7 meses (impossível escolher uma foto só, rss)
aos 8 meses
aos 9 meses
ainda aos 9
10 meses
11 meses
ainda aos 11 meses
linda, linda e sempre feliz... festinha de 1 aninho.

27 de julho de 2009

desculpa

Filha, ontem seu pai olhou pra mim com lágrimas nos olhos e dissse orgulhoso:
"Amor, nossa filhinha está crescendo!"

Esta frase foi dita ao observar você andando de trenzinho no shopping. Ficou
sentada lá igual uma mocinha e cada vez que passava pela gente dava tchauzinho.


Sinto muita alegria em vê-la crescer, mas confesso que sinto uma pontinha de
medo também, medo de como será minha vida depois que você crescer, Pietra.
A noite, quando subíamos para o apartamento, vc me bateu no rosto (nós temos
feito de tudo para tirar esta mania terrível que vc pegou de bater nas
pessoas).
Doeu, não sei se foi maior a dor física ou emocional, que eu já
estava sentindo
por outros motivos... Chorei! Você se desesperou ao me ver
chorar. Me deu pena,
mas a tristeza era maior... Você, em sua pequeneza, me olhava e dizia:
"Dipupa, mamãe. Dipupa..."
E quando viu que mesmo depois de vários pedidos de desculpas eu continuava chorando, se pôs a chorar também. Neste momento eu lhe abracei forte contra o meu peito e aos poucos você foi se acalmando.
É meu amor, um dia você vai entender que pedir desculpas as vezes não é suficiente para tirar uma dor... Talvez seja melhor não causá-la.

22 de julho de 2009

para uma menina como uma flor...

Filha, que marmota que é essa? Em menos de um mês vc virou a mocinha mais doce, carinhosa e falante que a mamãe e papai pensariam em ter...
Estamos tão apaixonados por vc, amor...
Agora, além de falar, vc beija, e beija muito... E abraça também... E pede beijo e abraço... É de derreter qualquer coração...
Filha, eu tirei a sorte grande... Estou de férias nessas duas semanas e tenho aproveitado sua companhia como nunca... Vc está tão apegada comigo, que até a vovó Atena perdeu pra mim.. (algumas poucas vezes, tenho que confessar... rssssss... pq o amor de vcs é incomparável!)
Vc está um papagaio, meu amor... E seu pai disse que foi de uns 20 dias pra cá que vc desenvolveu tanto a fala...
Fala de tudo... Vive me dando ordens!
Pepe, mamãe, papai, mamãe da pieta. pieta, é meu, é seu, cate, habo, cuco, ná, batata, nono, simona, dessa, cola... e muitas outras palavras!!!
agora deu pra formar pequenas frases... guia aqui, mamãe!
e eu como sempre, uma boba, babando e dando risada de tudo que vc faz.
Hj, amor, pra não deixar barato, vc mostrou que veio ao mundo pra mandar... Eu, impossibilitada, no meio de uma massagem, e toca o telefone... era a prof pedindo uma chupeta, pois vc não parava de chorar... Eu fiquei sem saber o que fazer e a massagista me disse... Agora não dá pra vc sair daqui... Pensei, e liguei pro seu pai... Papai, imediatamente levou a pepe pra vc, filha... Que sorte a sua filha, te-lo como pai... Ele  é o melhor pai que vc poderia ter.
Amo vcs!

1 de julho de 2009

dor da saudade

Filha, que saudade bateu de você. Fico aqui na escola, olhando pro seu rostinho lindo no meu desktop e a saudade aperta ainda mais.
Queria passar mais tempo com você mas os dias são tão corridos e estressantes. Tenho medo de não viver intensamente sua infância...

26 de junho de 2009

Filha, você está tão engraçadinha, que as vezes me pego rindo a toa, sozinha, de alguma coisa que você fez. Acho que isso é coisa de mãe coruja!
Sexta é dia de levar brinquedo na escola, e você logo pegou a Emilia que a tia Teresa deu, e o carrinho que a vovó Ligia deu.
Foi empurrando até chegarmos no nosso carro, e então exigiu que eu colocasse a boneca sentada no carrinho, ao lado da sua cadeirinha...
Mais ou menos na metade do caminho, olhei pelo espelho retrovisor, e me acabei de rir quando vi você de mãos dadas com a boneca.
Você está crescendo e ficando uma menina linda, cada dia mais cativante. Impossível não te amar tanto.
Hoje fui a reunião de sua escola, e fiquei boba de ver como todos os funcionários babam em você. Todo mundo te adora, filha.

21 de junho de 2009

amor sem medidas

Filha, a cada dia que passa vejo o quanto você mudou minha vida. Agora são outros planos, interesses, programa; uma nova vida ao seu lado e de seu pai. Uma família!

Declaro amor sem medidas a vocês, que me ensinaram que este sentimento não se mede e abraço com muito gosto a missão que esse amor me dá. De fazer vocês felizes. Estou aprendendo que se eu fizer direitinho não vou precisar cobrar o retorno, pois será certo que virá..
E como estou aprendendo e sei que a vida não dá diploma nem formatura, o erro, a falha humana é certa e por vezes virá... Por isso, me desculpo desde já e peço uma paciência desmedida de vocês, pois será a melhor forma de me ajudarem. (Bruna Yoda, adaptado)

20 de junho de 2009

festa junina no berçário

Filha, você é a caipirinha mais linda e amada deste mundo...

14 de junho de 2009

zoo

Meu anjo, hoje foi um dia especial. Fomos ao zoológico conhecer os bichos.
Papai não foi e quem nos acompanhou foi os avós Lito e Anamaria.
Você ficou paralisada com tanta novidade, e nem preciso dizer que amouuuuu tudo que viu.
Quero te levar para ver muitas novidades ainda, filha. Não existe sensação mais gostosa do que observar seus olhinhos curiosos a explorar uma novidade.

2 de junho de 2009

filhos são...

a melhor parte da vida!

ontem e hoje...


você e seus amiguinhos na páscoa da recriar, em maio de 2009.

nós duas na páscoa recriar em abril de 2008.




nós duas passeando de trenzinho no dia das mães da esolinha, em maio de 2009.


nós duas no dia das mães recriar em maio de 2008...




nós duas no aniversário da Vitória em maio de 2009.

nós duas no aniversário da Vitória em maio de 2008.





Éfilha, você está crescendo!!!

nostalgia

Filha, tenho estado feliz e triste ao mesmo tempo... Feliz por vê-la crescer, linda, cheia de vida, sempre alegre, sorridente... Triste porque meu bebê está virando uma mocinha. Logo, não terei mais como te pegar no colo, e isso me assusta.
Hoje, estive olhando umas fotos de você bem pequenininha e que saudade senti. Nossa, como você cresceu, meu amor.
Ontem, quando te busquei na escola, perguntei a você o que você tinha aprendido e você prontamente me respondeu:
hun, gois, teis, quato, cico...
Naquele momento, em meio a felicidade, me veio a nostalgia em vê-la crescer.
Fomos contando até em casa, e você me fazendo dar muitas risadas com a sua pronúncia peculiar.
E meus dias tem sido assim, uma enchente de amor, pois a cada dia tenho descoberto que meu sentimento por você cresce sem parar, como você também cresce.

13 de maio de 2009

indiferença

Filha, um dia você vai entender isso que lhe digo...
O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

Estou aprendendo a ser indiferente às pessoas que me odeiam, ou que pelo menos, fazem tudo pra atrapalhar minha vida. O mundo está cercado delas, filha, infelizmente... Porém o pior castigo que elas podem receber de nós é o desprezo, e nisto eu estou me tornando mestra. Tenha certeza que esta lição eu te ensinarei direitinho.

12 de maio de 2009

por você, sempre!

Minha linda, hoje finalmente consegui parar pra vir até aqui escrever pra vc, coisa que ando querendo fazer já faz tempo... Semana passada, aconteceu um fato na escola que me deixou muito triste, mas no final da tarde, quando te busquei na creche e olhei pro seu sorriso, me senti revigorada e pronta pra enfrentar o mais feroz dos leões; por você! Tive algumas perdas nesta vida, filha, com elas algumas tristezas, porém nada que se compare a alegria e satisfação de tê-la em minha vida.
Hoje parei pra analisar como tenho desperdiçado meu tempo. Desperdício por passar mais tempo fazendo algo que não há reconhecimento do que me dedicando a vc. O que me conforta é saber que você é uma menina muito esperta, e que sabe que sua mãe te ama mais que tudo, e que, independente da quantidade de tempo que fica ao seu lado, quando fica, é de coração.
Vc é a página central de minha história, Pietra. Não se esqueça disto jamais!

28 de abril de 2009

O que seria de mim sem você? Sem o seu sorriso, suas bagunças, seus gritinhos, sua curiosidade... Até a falta do seu mau humor faria minha vida não ter mais sentido, filha.
Você é tudo pra mim, um milagre, a realização de um sonho, o mais bonito que já tive.

27 de abril de 2009

benção



Filha, você está cada dia mais apaixonante, e eu cada dia mais apaixonada. Você se tornou uma menina tão carinhosa que conquista a todos com um abraço e um beijo. Agora também você tem sentido falta da mamãe e do papai quando está longe. Ontem mesmo a dinda me contou que você choramingou... Eu me sinto tão abençoada por tê-la em minha vida, Pietra!

8 de abril de 2009

O amor

O AMOR...
É o sentimento mais nobre, que impulsiona nossa vida, que nos dá vontade de ir além, que deveria estar presente na vida de todos como uma condição "sine qua non" seria possível a felicidade completa. Porém não está, filha. Me pergunto como essas pessoas conseguem viver sem ele e a resposta que me vem a cabeça é que elas apenas sobrevivem. Nessas horas, sinto-me muito feliz por tê-lo presente em minha vida de forma tão grandiosa. O amor que sinto por você e pelo seu pai é a minha felicidade presente, futura e infinita. É o meu bom humor nas manhãs de sono!
A mim só resta agradecer a Deus por ter em minha vida tamanha graça, que é a presença de vocês e o amor de vocês.
Amanhã faz quatro anos que eu e seu pai nos casamos, filha. Foi num início de noite de sábado, onde era deixado pra trás uma vida e começava-se outra. Aquele foi o marco, talvez o começo da sua existência sem ainda sabermos disso...
Foi ali, no dia nove de abril de dois mil e cinco que um mais um passou a ser igual a três (1+1=3; Patricia, Mauricio e Pietra).

11.11.2007, 11h30min, domingo, dia mais importante de nossas vidas.
amor que não tem limite!